Prazer feminino e abordagem informada para o trauma: Harvard e TSH

Durante muito tempo, a sexualidade feminina foi tratada de forma superficial.
Falava-se de estímulos, técnicas ou desempenho, mas pouco se compreendia sobre o que realmente acontece no corpo da mulher.
Hoje sabemos algo fundamental: o prazer feminino não começa no estímulo — ele começa na segurança.
Espiritualidade e sexualidade: por que separar o corpo da consciência limita nossa experiência de êxtase

Existe uma contradição curiosa no campo terapêutico e espiritual.
De um lado, vemos cada vez mais pessoas falando sobre consciência, energia, expansão espiritual, conexão com o sagrado, arquétipos e espiritualidade feminina. Mas, ao mesmo tempo, ainda existe um grande silêncio quando o assunto é corpo e sexualidade.
Os erros mais comuns de terapeutas ao trabalhar com sexualidade

A sexualidade aparece nos atendimentos terapêuticos com muito mais frequência do que muitos profissionais imaginam.
Ela surge quando a cliente fala de relacionamento, de autoestima, de dificuldade de prazer, de dor durante a relação, de bloqueios emocionais ou até de ansiedade.
Formação em sexualidade feminina: por que terapeutas precisam de especialização para atender mulheres

A sexualidade feminina ainda é um dos campos mais mal compreendidos dentro das terapias corporais, da sexologia e das práticas de desenvolvimento humano.
Muitas abordagens foram criadas a partir de modelos masculinos de resposta sexual — diretos, lineares e previsíveis. Mas o corpo da mulher não funciona assim.
O prazer feminino é nosso direito

Acho importante começar dizendo que não foi à toa que escolhi o caminho da sexualidade. Comecei com uma busca pessoal, no momento da vida em que eu estava perdida e buscando uma cura para uma ferida profunda que eu não sabia lidar.
Quando terminei o SBW (Sexological Bodywork) e comecei os primeiros atendimentos, entendi que o universo feminino é muito amplo e quase totalmente desconhecido por grande parte das mulheres. Mulheres guardam dores, vergonhas, culpas, decepções e castrações durante anos, décadas, às vezes uma vida inteira. É muito comum as questões com a sexualidade feminina ficarem no “fundo de uma gaveta” ou “embaixo do tapete” para não serem olhadas de frente.