Prazer feminino e abordagem informada para o trauma: Harvard e TSH

Durante muito tempo, a sexualidade feminina foi tratada de forma superficial.
Falava-se de estímulos, técnicas ou desempenho, mas pouco se compreendia sobre o que realmente acontece no corpo da mulher.

Hoje sabemos algo fundamental: o prazer feminino não começa no estímulo — ele começa na segurança.

Os erros mais comuns de terapeutas ao trabalhar com sexualidade

A sexualidade aparece nos atendimentos terapêuticos com muito mais frequência do que muitos profissionais imaginam.

Ela surge quando a cliente fala de relacionamento, de autoestima, de dificuldade de prazer, de dor durante a relação, de bloqueios emocionais ou até de ansiedade.

O prazer feminino é nosso direito

Acho importante começar dizendo que não foi à toa que escolhi o caminho da sexualidade. Comecei com uma busca pessoal, no momento da vida em que eu estava perdida e buscando uma cura para uma ferida profunda que eu não sabia lidar.

Quando terminei o SBW (Sexological Bodywork) e comecei os primeiros atendimentos, entendi que o universo feminino é muito amplo e quase totalmente desconhecido por grande parte das mulheres. Mulheres guardam dores, vergonhas, culpas, decepções e castrações durante anos, décadas, às vezes uma vida inteira. É muito comum as questões com a sexualidade feminina ficarem no “fundo de uma gaveta” ou “embaixo do tapete” para não serem olhadas de frente.